A Religião em África é diversificada. A maioria dos africanos são adeptos do cristianismo e islamismo. Muitos também praticam as religiões tradicionais africanas. Em 2002, os cristãos eram 45% da população africana, e os muçulmanos 40,6%.

O Norte da África tem uma maioria muçulmana há vários séculos, contudo a África subsaariana viveu uma dramática mudança religiosa no século XX. Em 1900, cristãos (9%) e muçulmanos (14%) eram uma minoria na África subsaariana, ao passo que 76% da população seguia religiões tradicionais africanas.[2] Muitas dessas religiões foram trazidas para as Américas por meio do comércio de escravos e deram origem às religiões afro-americanas, como o candomblé e a umbanda no Brasil, a santeria em Cuba e o vodu no Haiti.

Ao longo do século XX, com a penetração da colonização europeia no interior do continente, muitos africanos abandonaram suas crenças ancestrais e se converteram sobretudo ao cristianismo, mas também houve crescimento do islamismo. Em 2010, os seguidores de religiões tradicionais africanas perfaziam 13% na África subsaariana, entrementes cristãos (57%) e muçulmanos (29%) formavam a maioria. Porém, de forma sincrética, muitos africanos ainda guardam influências das religiões ancestrais, como na crença do poder protetivo de amuletos (no Brasil conhecidos como balangandãs).[3] 27% dos africanos subsaarianos acreditam que sacrifícios de animais para os espíritos ou para os ancestrais os protegem de coisas más (25% dos cristãos e 30% dos muçulmanos creem nisso).[2]

A África subsaariana é uma das regiões mais religiosas do mundo: mais de 80% da população afirma que a religião é muito importante nas suas vidas. Em comparação, na Europa Ocidental, apenas cerca de 20% dizem o mesmo.[2]

Douglas Coelho